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Texto para o livro

Polifonias de Expedito Ximenes

Fortaleza - Ceará

 

POLIFONIAS, MENTIRAS SINCERAS

                          Por Lucarocas

 

Polifonias faz voz

No silêncio de um grito

Quando da alma faz foz

Um sentimento bonito

Que na ternura da alma

A emoção se acalma

Nas palavras do Expedito.

 

Uma mentira completa

Ele começa afirmando

Dizendo Não sou poeta

Ouve voz vai registrando

E o rosto fica vermelho

E num reflexo de Espelho

O texto vai espelhando.

 

Não define com sinônimos

O ato de escrever

E talvez alguns Antônimos

É possível florescer

E numa questão de fé

Pergunta então O que é?

Todo esse transcender.

 

Nele há sempre a Presença

De uma certa Insanidade

Também um valor da cresça

Nas luzes da santidade

Mas na sua Infinitude

Prisão de atitude

Clamando por liberdade.

 

Em suave Movimento

Vão brotando as Fantasias

Carinhando sentimento

Do broto das alegrias

E em outra Insanidade

A alma faz liberdade

Nos ritos da poesia.

 

Nos Lampejos sem depois

Lutar-se muita vez

E um Movimento dois

Leva ao Movimento três

E com toda essa Mudança

Há um de esperança

Numa Noite que se fez.

 

Numa Passagem Pensando

A Prece faz Reticências

Pra uma Morte espiando

Os atos de acontecências

Que na Solitude amassa

Toda uma Vida que passa

Com lutas e resistências.

 

Às vezes Acorrentado

No bojo de uma paixão

E no Armário é guardado

A sua revelação

E na agonia e medo

Analisa o seu segredo

Em Auto-reflexão.

 

Mas um Balanço ele faz

E sua alma conforta

E para um mundo de paz

O poeta Abre a porta

E faz sua caminhada

Para então fazer regada

Uma flor já quase morta.

 

Na alma nasce a Cantiga

De uma grande Confissão

Dos Desencontros que intriga

Desenganos ilusão

E nos cismares anseios

Vai encontrar Devaneios

Também Resignação.

 

Mas num Encontro de amar-se

Vê o universo Enlinhado

Até que um Entregar-se

Quer destino revelado

E na ilusão ufana

Quer saber de uma Cigana

O seu caminho traçado.

 

Foi-se o tempo que Partiu

Em busca da sua infância

Hoje o tempo reprimiu

Toda sua Ignorância

Somente Inquietação

É que faz recordação

Na aurora da distância.

 

Numa Linguagem de alma

Viu Um menino perdido

Nas linhas da sua palma

Viu o seu mundo esquecido

E vendo àquelas imagens

Foi entender as Mensagens

Do caminho percorrido.

 

Sentindo o vento em açoite

Na memória fez Mergulho

E com o orvalho da Noite

O silêncio fez barulho

E na Mensagem que viu

Numa secura engoliu

A força do seu orgulho.

 

Onde estão todos? Pergunta

Suas Palavras perdidas

Que no universo ajunta

Pedaços de suas vidas

Na sua Percepção

Vultos na ilusão

Na Prece das desvalidas.

 

Mas lhe nasce um Recomeço

Num instante de um Segundo

Seu coração faz apreço

Em Imanência com o mundo

E na Sombra do repente

Se faz o Tempo presente

No universo fecundo.

 

Uma ode e um ódi0 ao tempo

Se fez numa exclamação

Num gesto de contratempo

Na força da Vocação

Viu-se a vida por um fio

Se sustentar no vazio

Das dores da solidão.

 

Mas retornando a Viagem

Vida um se fez mais forte

Para fugir da miragem

E do negrume da morte

Veio então a Vida dois

Para deixar pra depois

Destino da sua sorte.

 

Chegando o tempo comum

Renasceu novo florir

E surgiu a Visita um

Para brilhar do existir

Visita dois aflorou

E um clarão se formou

No sentimento de Ouvir

 

Essas mentiras sinceras

Que nos vêm com a leitura

São imagens de quimeras

Que faz a literatura

E que em grandes sinfonias

Se tornam Polifonias

Na alma da criatura.

 

Ouvindo o que é bonito

Nas trilhas das poesias

O silêncio do Expedito

São preces em harmonias

E em diferentes sons

É Deus quem dos dá os tons

Pra essas Polifonias.

 

 

Fortaleza, 21 de dezembro de 2019.